sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

CONFLITOS


As trevas e a escuridão
Se não luz, pelo menos saudades
O oposto da mentira
Nem sempre é a verdade.
O frio nem sempre se opõe ao calor
Assim como a amizade
Pode aplacar a paixão e o amor.
A água da fonte que deságua no mar
Nasce pura como a inocência
Mas seu caminhar pelo rio
Não lhes garante a incorruptibilidade.
Escrevo sentimentos, não a razão
O passado que já nem sei
O momento verdade que sou
Ou o futuro, mentira que serei.
Todas as esperanças
Caem a meus pés como o manto roto
Que não mais cobre o frio e o vazio
Passei a ser passado
Um barco sem ancora, ou ancorado
Um poema, que de tão esquecido...rasgado
O coração com um rombo...vazado
E o homem que sobrou, onde mora?
De certo, na curva do rio
Do inferno das causas infames e infelizes
Onde a melhor oração ou rogativa
É o silencio e a amnésia da alma tola e esquiva.

Sem Palavras


Existem muitas tristezas

Umas duvidosas

E outras com certezas

Existe aquela que insiste

E aquela que desiste

Algumas simplesmente somem

E outras que te consomem.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Apenas uma dor


Não sabia quanto
Doeu...doeu bastante

Dor cadente e toante

Eu só sentia uma agonia que doía
Não sabia de onde vinha

A dor que doía e sofria

Não sabia de onde vinha a dor

Se da falta, tristeza, saudade ou amor

Acho que não era o amor que doía
Era a alma, que de perda sofria

Creio que o amor não dói
Faz sofrer ou destrói

O amor e generoso

Mas uma coisa garanto

Mesmo bom e generoso

Quando se vai, machuca, corrói e dói...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

METAMORFOSE




Gostoso leite
Que sai do teu outro seio
Por meio desse, oferecido a mim
Com vontade e carinho
Para fazer vontade a minha poesia
E carinho ao meu desejo
Seio gostoso e verdadeiro
Que sugo com sentimento e prazer
Com o frisson de minha boca
Que prende seu bico com força
De quem quer todo o resto
Suave e grande
Para uma boca pequena
Porem faminta.
Leite que bebo
Pelo contato com teu seio
Para matar a outra fome
E para o paladar da minha outra boca
Também faminta.
Gosto que jamais será sentido
Pela minha boca de carne
E sim pela outra boca que não fala
Só sente o gosto do teu outro leite
Mas não suga o teu seio real.
Carne do teu seio
Que alimentou meu desejo
De você que quero toda
Leite do teu outro seio
Que alimentou minha alma
Com sentimentos a muito não sentido
Mas tão desejado como teu corpo
Para abrigar meu corpo
Corpo que desejo
Que me receba como casulo
E me guarde como homem que sou
E me liberte transformado
Em outro homem que serei
Graças ao calor e a química
Das tuas entranhas
E dos teus sentimentos
Se puro...ele for.


MUNDO PERDIDO

PASSEI HORAS E DIAS
E TUDO QUE VIA
ME DEIXAVA PARADO
COMO UM SER MORTIFICADO.
SE ME OLHASSE NO ESPELHO
NEM O AZUL BRANCO OU VERMELHO
APENAS UM SER SEM COR
QUASE ESTÉRIL
DE ENTENDIMENTO DO AMOR

UM CADAVER DE OLHO FUNDO
DE TANTO OLHAR PARA O MUNDO
QUE EU NÃO SEI ENTENDER
TALVEZ QUEM SABE, MAIS LER
PRA QUASE DOUTOR, SABER
QUE AS PESSOAS DO MUNDO
AQUELAS DO MEU OLHO FUNDO
SERES QUE NÃO ENCHERGAM O FUTURO
COM RESPEITO MERECIDO
MAS COMO ALGO PERDIDO
COM DIAS CONTADOS E FINDO
ELES NÃO PERCEBEM
IMPERATIVO QUE MUDE

SUA IDIOTA E VIL ATITUDE
DE QUANDO OLHAR PARA FRENTE
QUEIRA ALGO DIFERENTE
E NÃO UM MUNDO PIOR, ESTÉRIL
E MUITO MAIS DOENTE

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

MUTANTE



Não sou o mesmo de ontem

Lembro de fatos e coisas passadas

Que se misturam com o presente

E com o futuro que consigo ver.

Os dias, horas e minutos

Contados no calendário de minha vida

Ou no relógio das experiências

Não me dão garantias que o tempo passou.

Transpus portas e portas

E muitas ainda vou transpor

Quando é hora de atravessá-las

É impossível fugir.

Esse caminhar sem tréguas

Sem saber porque ando para frente

Sempre, de maneira compulsiva

Como a desvendar algo oculto.

Parece uma viagem

Com quilômetros de coisa alguma

E que ao seu final

Chega-se a lugar nenhum.

Quando penso chegar ao fim

Vem-me a certeza inexorável

Que novamente estou começando

Algo maior que podia supor.

Todas as portas que transpus

A cada começo que deveria ser fim

Não conseguia nunca mais

Ser a mesma pessoa.

Vejo mais uma porta

Do outro lado, ruídos de uma oficina

Pressinto que constroem para mim

Um novo destino.

E como entrar

Em uma montanha russa

Que da medo, frio e vazio

A cada movimento desconhecido e brusco.

Que diferença faz

Para alguém como eu

Com tantos caminhos a seguir

E tantas opções a fazer???

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Ser Forte


Ser forte não é deixar de poder sentir e vivenciar os fracassos, as dores, as decepções, os desamores, as derrotas e as tristezas inerentes a vida.
Ser forte é passar por tudo isso e continuar sabendo-se um forte, perceber-se humano forte que nem por isso perdeu a ternura e nem sucumbiu diante de comentários levianos.
Deve perceber que é seu direito olhar para traz e saber que pode ter perdido uma batalha, mas venceu uma mais cruel e sangrenta que é a batalha contra a mediocridade do ser.
Sentir-se com poder de olhar para frente e ter a certeza que as lutas da vida existem para serem vencidas em quantas e tantas batalhas devam ser lutadas para que possam vir a se transformar em vitorias definitivas.
Devemos levantar de cada queda ou derrota com a convicção de que, qualquer derrota ou queda não devem se transformar em autocomiseração, prostração ou lamentos covardes ou desculpas esfarrapadas para não se levantar e seguir em frente.
Ser forte é ter que ajoelhar-se depois da derrota sem sentir-se humilhado por isso.
Levantar-se por dever e honra e buscar a derradeira batalha, a batalha que porá fim ao seu pior inimigo que é você mesmo com seus conceitos arrogantes e equivocados, mas só poderá fazer isso, se puder olhar para traz sem vergonha das derrotas sofrida e com a certeza que a evolução conceitual e moral são imperativas ao guerreiro que quer evoluir.
E quando vencer a si mesmo, ajoelhe-se novamente, não por imposição, mas pela opção de humildade e orgulho de ter vencido a sua pior e mais difícil batalha, mas não se olhe com orgulho falso e nem com humildade hipócrita, olhe para si mesmo, com a certeza daquele que simplesmente fez o que deveria ser feito para ser o soberano de sua própria vida.


terça-feira, 19 de agosto de 2008

O SER TRANSPARENTE



O vigilante que vigia a noite
Não é o mesmo que vigia o dia
Um é escuro
enquanto o outro é claro como a neve


A fôrma que forma
Não é a mesma que deforma
Uma é reta
A outra é torta.

O útero que gera o negro
É vermelho
Enquanto o útero que gera o branco
Também é vermelho.

O homem que cria, diferenças que não existem
Sonâmbula em pesadelos
E o homem que não tem preconceito ou cor...
Apenas dorme.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

REFLEXÃO


O amor é como um cristal bonito, fino e frágil, tão tênue como a linha que separa a vida da morte.

A lealdade é a justa diferença, que faz pesar a nosso favor a balança das nossas realizações e merecimentos.

A amizade é um rio largo e profundo, que podemos atravessar sem medo ou perigo, quando se descobre o verdadeiro significado da palavra AMIZADE. Nesse momento, descobrimos o poder de flutuar sobre as águas, tornando qualquer travessia segura e tranqüila.

E a vida é o lago onde pescamos as botinas velhas e outras coisas não comestíveis, que devemos fatalmente devolver ao lago.

Pescaremos sapos que deveremos engolir independente da nossa vontade.

Mas, se tivermos paciência e determinação, seremos finalmente recompensados com um lindo peixe, de tamanho e peso exato para saciar todas as nossas fomes.

sábado, 16 de agosto de 2008

MUITO TOLO!


No primeiro momento que a vi
Meu coração não sabia como bater
Meus olhos não sabiam como te ver

Minha razão não sabia como te perceber
Te achei a melhor e maior coisa do mundo
Inventei o maior amor do mundo

Com todas as cores possíveis e imagináveis
Para que você coubesse nele

E as cores para harmonizar com as tuas
Dimensionei você mal

Logo à percebi aquém
Que sobrava muito espaço no meu amor
Nem precisava de tanta cor
Apenas preto e cinza bastavam
E sabe por que????
Meu coração não sabia como bater
Meus olhos não sabiam como te ver
Minha razão não sabia como te perceber
E minha tolice não soube se conter!