domingo, 5 de setembro de 2010

Coisas


Existem coisas que não precisamos saber
De onde vem ou como nasceram
Devemos apenas saber que existem e vivenciá-las
Como o amor que sentimos por alguém
Que uma hora é quase tudo...
E depois mais que tudo....
Que em um momento ....
Apenas um nome...
Depois, aquele que chamaremos
Pelo resto de nossas vidas...

Mesmo que distante, ausente ou nunca mais..
Primeiro um sentimento conflitado e difuso
Claramente confuso
Uma luz tênue que não esclarece tudo
Mas descortina parte de tudo.....
Primeiro não sabemos o seu tamanho exato
Depois descobrimos que não tem tamanho..
Passa a ser o todo!!
Descobrimos que não faz parte da nossas vidas
Pois ela é a própria razão dessa mesma vida....
Essa é a hora de dizer..
TE AMO Jan!!
Não importa como bata do outro lado...
Nesse momento....
Estou irremediavelmente encontrado....
OU PERDIDO!!
Irremediavelmente PERDIDO!!

domingo, 29 de agosto de 2010

Beijo


Adoro todos os beijos que deixei no firmamento
preso em cada estrela ou em mim....
Deixei todos os beijos cantados em poesia
contidos em todas as notas musicais e tons
para que a cada musica tocada soubesse que existo......
Adoro todos os beijos que ainda não dei
mas ainda vou dar em você ou na lua.....
Mas ainda não subi ao céu
ainda estou preso ao chão
esperando que caias como estrela cadente
ai te faço um pedido,
quero teu beijo mais ardente!

sábado, 28 de agosto de 2010

Luayra


Em algum lugar de nossas almas
Existe um grito que nunca foi dado
Pois cada grito tem um nome.
Tem um cheiro que ainda não foi sentido
E desejo contido...
Mas o grito quando grita
Ate o céu se agita
O universo se torna pequeno
Para um grito tão grade
Que tem o nome, perfume e cor
Da mulher amada
Que no silencio de um grito
Seu nome em poesia..
Foi declamada.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Sentimentos Equivocados


Sentimentos passo apos passo

Mesmo quando meu coração bate em descompasso

Tendo ele um motivo ou não

Mas ha de ser sabido que não é pura ilusão

Ele vê o futuro, sabe que você vai chegar

Mesmo antes do primeiro sinal do teu pc ser ligado

Ele ja bate em descompasso e aflito

E como um tonto....um grito

Chega meu anjo, meu alguem desconhecido

Chega logo!!

traz contigo todos os dentes do meu melhor sorriso

Do inferno do meu paraíso

Céu da minha lua de luz de mentira

Que entra por minha janela trancada

Quando encontra uma fresta

E por ela ilumina todo o quarto que antes parecia escuro

com sua de pontas e arestas

Ambiente sem sonho ou apenas pesadelos,

Pleno de amor ilusão consentida

que hora habita a realidade idiota

Meus sonhos e sentimentos agora gritam

TE ADORO!!!!

COMO ADORO A PROPRIA MENTIRA

QUE ME CONTO DIA APÓS DIA!!!!

Madrugada


Tem momentos que meus sentimentos se perdem
Por estradas em que nunca imaginou andar
Por imagens que não queria perceber e olhar
Por pesadelos que não queria vivenciar....
Minha vida se torna uma eterna madrugada
Sem alento ou luar
Sem poesia ou um verso pra declamar...
O perpetuo silencio domina tudo
O dia não vai mais chegar
E nem a noite com lua
Para poder com meu amor sonhar...
Nada me é permitido
Um lamento na forma de choro
O socar de uma parede
Um grito pedindo sua volta
Um bater forte do coração com saudade..
A regra é:
Na madruga deve ser respeitado todos os silêncios!!
Terra estéril, chama sem lume
Jardim onde nascem apenas flores sem cor ou perfume...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Madrugada


Quero viver para amar

Pois quando não estou amando estou morto

Vivo de aparências e soluços durante o dia

Passo grande parte dele, morto

A madrugada e minha

Enquanto as pessoas dormem...

Eu sonho....

E quando elas acordam, eu lamento....

Vergonha do Amor


Por vergonha de amor e amar

Devemos desenhar o amor na areia da praia

Na forma de um coração

Deixar que durem apenas poucos minutos


E sejam apagadas

Pela primeira onda que chegar?

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Perdão


Ao amor que te dedico, peço perdão...
Perdão pela falta de toques

Perdão pela falta do colo
Perdão pela falta de mim em voce.
Perdão pela falta de você em mim

Perdão pela desatenta atenção

Perdão por não percebê-la frágil

Perdão por não ter me percebido tolo

Perdão por minhas necessidades de você

Perdão pelo seu cheiro que nunca senti

Perdão por seus olhos que nunca vi

Perdão pela falta de ar a cada chegar seu na minha tela

Perdão pelo brilhar dos meus olhos

Que nunca fizeram luz no seu caminhar.....

Perdão pela taquicardia a cada expectativa de sua vinda

Perdão por cada abraço desejado que ficou guardado

Perdão pelo beijo ressecado na boca

Perdão pelo prazer solitário
perdão pelo frisson e aflição de ambos os lados

Perdão pelo passeio na chuva que nunca molharam nossos corpos

Perdão por eu não ter passado de um simples amor virtual
Perdão por tê-lo sentido tão verdadeiro e real....

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Alguém





Quem é você?
Que se parece com quem eu quero
Que se parece comigo
Só que ainda não consigo me ver em ti
Também não consigo ver quem és
Como poderia
Se ainda não existimos um para o outro?
E se existimos ainda não o sabemos.
Mesmo sem saber que és
Como é teu rosto e tua voz
Teu corpo, teu gosto e teu cheiro
Ou mesmo a cor dos teus cabelos
Posso afirmar.
Terei maior prazer em te amar!
Eu. Homem que sou
Posso saber coisa não acontecidas
Pois são apenas ecos e reflexos de coisas passadas.
E sei que poderei te amar
Pois seja você quem for
Quando fores, vou te querer
E quando for alguém de verdade
Com forma, cheiro e nome
Vou tentar ver em seu rosto
Se tuas verdades, desejos e anseios
São iguais aos meus.
E se for!!
Vou te amar mais do que amo agora
Nesse meu sonho quase delírio
Você!!!
Alguém que chamo
Mesmo sem saber seu nome.
Sinto uma espécie de prazer que transborda
Te sinto perto, sei que você vem
Posso até tocá-la com a imaginação
Sentir sua pele macia
Tocando minha pele áspera, pela espera de você
Alguém muito importante
Ainda que não seja ninguém
Eu a identifico como verdadeira e existente.
Posso até imaginar o primeiro momento
Depois do toque de mãos e de bocas
Do aperto de nossos corpos
No abraço, pela vontade de nossos braços.
E nesse jogo de toques, caricias e desejos
Você desnuda os seios e a mim os oferece
E eu peço!
Me de o esquerdo!
O quero mais que o outro!
É para ficar bem junto ao seu coração
Senti-lo bater....ouvir seu ritmo
Não o ritmo do gozo que esta por vir
Mas o ritmo de sentimentos iguais e maiores
Que superam o simples desejo de dois corpos
De homem e mulher.
Ai....mesmo que não me ofereças
Vou pedir todo o teu corpo
E dele desfrutar
Cada parte e cada pelo
Cada dobra e reentrância
Todos os teus recantos
Por mais secretos e ocultos
Vou conhecer e curtir
E com todo encanto teu corpo descobrir.
E quando dois corpos forem um só
Numa simbiose consentida e querida
Que seja com amor e por amor
Para que não haja desentendimentos
Entre nossas pernas
E ofensas em nossas cabeças.
Se assim não for
Um de nos estaria despedaçado e morto
Enquanto o outro poderia estar vivo
Mas cheio de amarguras.
Ilusões despedaçadas
Coração despedaçado
Sentimentos despedaçados
Futuro despedaçado
Dentro de corpos magoados
E para o amor moribundos.
Por que não acontecer assim?
Um sonho presente, um desejo presente
De alguém ou alguma coisa futura
Para na caber na garganta
Uma voz de choro
A única que possuo mas não a quero
Amanhã quero outra voz, não essa de choro
Quero uma voz alegre que grite o seu nome.
E se no futuro
Tiver que experimentar novamente outra lagrima
Que seja por amor ou prazer
E não pela perda ou ressentimento de você
Alguém que ainda não sei quem é.
Não sei se por desejo ou encanto
Quem sabe por desencanto
Concebi você
Tão real e tão querida
Quanto desconhecida
Mas te quero!
Com o mesmo desejo de uma mulher
Que espera um filho
E ainda não sabe.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A MINHA RESOLUÇÃO

O que fazes, ó alma minha?
Coração, por que te agitas?
Coração, por que palpitas?
Por que palpitas em vão?
Se aquele que tanto adoras
Te despreza, como ingrato,
Coração sê mais sensato,
Busca outro coração!

Corre o ribeiro suave
Pela terra brandamente,
Se o plano condescendente
Dele se deixa regar;
Mas, se encontra algum tropeço
Que o leve curso lhe prive,
Busca logo outro declive,
Vai correr noutro lugar.

Segue o exemplo das águas,
Coração, por que te agitas?
Coração, por que palpitas?
Por que palpitas em vão?
Se aquele que tanto adoras
Te despreza, como ingrato,
Coração, sê mais sensato,
Busca outro coração!

Nasce a planta, a planta cresce,
Vai contente vegetando,
Só por onde vai achando
Terra própria a seu viver;
Mas, se acaso a terra estéril
As raízes lhe é veneno.
Ela vai noutro terreno
As raízes esconder.

Segue o exemplo da planta,
Coração, por que te agitas?
Coração, por que palpitas?
Por que palpitas em vão?
Se aquele que tanto adoras
Te despreza, como ingrato,
Coração, sê mais sensato,
Busca outro coração!

Saiba a ingrata que punir
Também sei tamanho agravo:
Se me trata como escravo,
Mostrarei que sou senhor;
Como as águas, como a planta,
Fugirei dessa homicida;
Quero dar a um’alma fida
Minha vida e meu amor.

Laurindo Rabelo