sábado, 17 de dezembro de 2011

Surreal


Acordei...
É madrugada
Não é insônia
Apenas um inexplicável vazio...
Sem sono fui conversar com um grilo
Que insistentemente resmungava
A mim também parecia sem sono
Falávamos línguas diferentes
Não sei como
Mas nos entendíamos
E assim passamos a madrugada
Ele grilava e eu homava..

sábado, 19 de novembro de 2011

Lembranças de ontem a noite

Do meio do rio de sentimentos fortes
Como correnteza irresponsável
Você surge como deusa dos meus desejos
Intima silenciosa e voluptuosa
Para todos os toques e um beijo.
Não vou!!!
Para terra dos sonhos impossíveis
Desterro tua imagem de fêmea
Que desejo , santa sem sexo
Anjo sem asas
Mas você insiste
Em ser reflexo deformado
Côncavo e convexo.
Deslizo impotente
Por entre complexos devaneios
Opções de fidelidade
Toques educados por limitações...
Beijo secamente a boca do desejo
Me atiro no abismo coração.
Uma nova lua nasce
Do meio do inferno, fronteira com o céu
Amor secreto divide o escolhido...
Tento fugir desse território turbulento
Doce como jujuba saboreada em outro tempo
Que na boca calada deixa e multiplica a ferida.
Moldo as nuvens quando surgem
Com pensamentos hábeis
Imagino as formas com que te moldo
O corpo de algodão alvo e doce
Que derrete ao toque da mão quente
Como, de verdade fosse..
Divago sem limite de tempo!!!!
Agora noite e a lua fêmea
De você mulher, gêmea
De verdade, minto que a possuo
De mentira, sei que me ama
No meio desse conflito
Somente a realidade me chama
Insone...meu sono nem sequer reclama....


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Delírios Poéticos

Era mais uma daquelas noites insones
onde teria que escolher entre a tristeza profunda
ou a saudade escandalosa...
Ela tinha saído a pouco
foi tomar um banho relaxante
depois dormir exausta de gozo...
Estava apenas à alguns muitos quilômetros
mas eu a via perto pela janela
invisível como uma lua nova
dormindo era menina mais bela...
Sonava tranqüila a fêmea
é incrível como desfalecemos
quando a alma goza junto com o corpo...
As palavras que trocamos eram pura poesia
Não fizemos sexo, fizemos amor
Não a chamei de gostosa, mas a chamava de flor
Ela não falava: me coma
Mas sim: me toma por favor!!!
Ela em momento algum ficou molhadinha
Mas vertia mel de seu favo
construído entre suas coxas...
Pelo que imaginava de seu corpo
de formas lindas, perfeitas e generosa
meu corpo em delírio buscava o gozo
mas a alma pedia mais tempo...
Era uma relação sensual entre duas poesias
Descobri que quando a alma goza com poesia
O corpo não precisa ser tocado....

Quando o Amor Acontece

Sentia-me perdido entre pessoas
era como um vento forte
que soprava depois do meu pranto...
Faltava a tua presença!
Hoje, as ondas da incerteza
não lavam ou levam mais
a esperança de conhecer-te...
A minha velha solidão velha
e muito companheira
é mais antiga que a espera
mas hoje morrem em minha vida
as mato em meus pensamentos...
Vem!!!!
Tenho fome de ser amado sede de ser bebido
desejo voraz de ser devorado e devorar você...
Quero esse amor
mesmo que agora seja eterno ou efêmero
profano ou um feto
pois grávido desse amor quero gerá-lo como deus
sem o aborto de uma simples mortal...
Não importa se chegar brando e sereno
Ou chegar como tempestade forte
alagando e inundando todo o meu ser
com todos os sentimentos queridos ou traídos um dia
incompreendidos talvez quem sabe?
Queria poder te encontrar...
Encontrei!!!
Agora quero calar tua boca
que antes nada me dizia
com todos os beijos perdidos
guardados ou roubados.
E nesse oceano de anseios
deixar flutuar a vida
e afogar as dores ancestrais e futuras...
Te quero por inteira!
Me dou por inteiro!
Quem sabe um dia desminta ou confirme
esses sentimentos arribados da solidão
ou de paixões desvairadas e febris
de um corpo e alma, famintos de felicidade...
Mesmo assim, venha!!!
Toma minha alma!!
Abusa!!
Serve-te de mim...
Guarde-me em teu colo...
Carregue-me em teu ventre de deusa.
Ressuscita-me!
Corte-me em pedaços
esconda-me em varias partes do teu corpo
para que nunca me percas todo
pois, cada pedaço, sou eu inteiro
que se funde em tuas carnes
fazendo parte de você...
Ai, não mais importa
horas, dias, semanas ou os anos.
Viveremos apenas os segundos
Incontáveis e descompromissados
tempo que não pode ser contado
por relógios mortais...
Seremos apenas um...
Um todo...
Um tudo...
Onde nem a distancia ou a morte
corrompe ou separa,
ou mesmo a vida desgasta.
Vem!!!
Te quero!!!
Nem que seja por um segundo eterno.
Ou quem sabe, eternos segundos
onde poderei dizer...
!!!VOCE É MEU SONHO REAL!!!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Silencio



Adoro o silencio e a paz quase sepulcral..
Ouvido no templo dos lamentos
Onde purgam pecados
Almas com saudades...
Nesse momento posso ouvir os ecos
De todas as palavras escritas
No futuro e no passado ...
Gosto dos murmúrios incompreensíveis
De todos os sentimentos conflitados...
Dos amores e ódios
Escondidos ou declarados
Correspondidos ou rejeitados...
O descolar de boca nos beijos nunca dados...
E a alucinação dos desejos inconformados..
Com isso faço poesia triste
Uma confissão desalentada da alma
De quem sofre por amor
E por muito e muito tempo
Vai cavalgar nessa dor....

O RIO



Passa lento o rio
Regando a terra
Lambendo seu seio
Descendo a serra...
Cheio de curvas 
Refrescando o chão
Lhe dando vida...
A terra saboreia essa caricia
Goza de prazer
Se abrindo mais e mais
E o rio
Penetra mais em suas entranhas
Lhe dando mais gozo e mais vida.
Não morre de fadiga
Por tanto prazer
Se abre ainda mais
Permitindo que o rio lhe rasgue
Marcando sua superfície
Como uma cicatriz viva.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Ponto de Que?

Ultimo Ato


Apagaram-se todas as luzes
Desci do palco cabisbaixo
Sabia que não era apenas
Mais um ato que findava
Era o fim do espetáculo
 “Nós Dois”....
Fomos perfeitos...
Cada um representou bem o seu papel
Você era a bailarina
E eu o menestrel...
Por muito tempo fomos aplaudidos de pé...
Não tinha platéia para o ultimo ato...
Apenas nós dois e um fato
Uma hora as luzes serão apagadas,
Independente da nossa vontade
Deveremos descer do palco das ilusões
Para o show da vida continuar...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Delírios Psicodélicos


Desejos de embarcar em um avião e partir rumo a você
Atravessar terras e oceanos
Abraçá-la forte e beijá-la demorado
Mas sei que não poderei fazer isso
Terei que ir andando mesmo
O amor que tenho por ti
E tão grande que não caberiam em apenas um avião
E eu me nego a separar-me deles
Mesmo que por segundos apenas
Mesmo para chegar mais rápido....
Vou andando mesmo!
Curto as loucuras que a poesia me permite viver
Se utópicas conjeturas ...
Reais para mim
Presságios lentos e atentos para um talvez
Voz de um sonho ainda carente
De um ser sem dom ou talento para acelerar o tempo
De mover céus terras, cortá-los em pedaços
remontá-lo como um deus com pressa
De juntar a tua cidade a minha
A tua rua a minha...e assim domar tempo e distancia
Tornando-o dócil e obediente
Fazer de todos os elementos da natureza
Uma mulher de olhar arrogante que desafio
Que abra lacunas em todas as minha certezas
Que logo depois eu fecho com poesias
Julgo possíveis e impossíveis apenas no meu querer....
O rio dos pensamentos lógicos
Já não seguem seu curso natural
Corre em desfavor do declive
Faz negar a minha loucura natural de mudar o amanhã....
Que posso fazer com esses quilômetros 
Se aprisionado na falta do teu toque
Causa frisson quando penso em seu nome
E arrepios na alma escrava dos nossos desejos?
Hoje, só tenho a certeza das duvidas verdes
Que só o tempo revela e faz amadurecer amanhã.
Vou andando mesmo!
Curto as loucuras que a poesia me permite viver....

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Segredo



Depois que as palavras são soltas
Não podemos fazer com que retornem a boca...
Se as escrevemos e enviamos na forma de cartas
Não tem como serem detidas ou invalidadas depois
Viram documentos!!
Esta ali escrito..
O que esta feito esta feito
O que foi dito....foi dito...
Mostra quem sou...
O que escrevi, vira documento...
O que não ouso sequer pensar
Fica sendo um segredo só meu
E o guardo também de mim
Ninguém pode tocar ou macular...
O que ouso me iludir ou sonhar
Um problema só meu!!